Fiscalização

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mulher grávida é executada no centro de São Luís

O Imparcial

Jovem é assassinada com cinco tiros dentro do prédio onde morava. A vítima estava com filha de 2 anos nos braços quando foi morta pelo executor. Polícia investiga crime passional

%u201CLeidiane%u201D foi executada com cinco tiros na entrada do prédio onde morava com a filha de 2 anos (GILSON TEIXEIRA/OIMP/D.A PRESS)
CLeidiane foi executada com cinco tiros na entrada do prédio onde morava com a filha de 2 anos

No segundo mês de gestação, uma mulher identificada apenas pelo nome de “Leidiane”, com idade estimada entre 26 e 28 anos, foi assassinada na manhã de ontem, domingo (11), com cinco disparos de arma de fogo. O crime ocorreu na presença da filha da vítima, uma garota de cerca de 2 anos, na entrada do Edifício Tomé, situado na Travessa Monteiro, Centro de São Luís.

Segundo o tenente PM David, comandante do policiamento da unidade do 9º Batalhão, que coordenou o isolamento da área até a chegada da perícia, a mulher era proveniente de uma cidade do interior.

A polícia obteve junto aos moradores da região a informação de que um veículo GM Corsa Classic, de cor preta, de placas não anotadas, aguardava o autor dos disparos estacionado em uma esquina do trecho da travessa, de onde o homem veio caminhando até a entrada do prédio. Testemunhas que viram o homicida retornar ao carro e disseram que ele trajava uma bermuda jeans preta e uma camisa amarela.

O oficial da PM informou que os cartuchos da munição encontrados na cena do crime eram de pistola PT 0.40, de uso restrito das forças de segurança. A expectativa da guarnição militar era de que o autor dos disparos pudesse ser identificado nas investigações, a partir de imagens captadas pelas câmeras de segurança instaladas em edifícios da mesma quadra. O policial militar levantou a suspeita de que o homicídio tivesse sido cometido por um suposto namorado da vítima, inconformado com a gravidez de Leidiane, ou seja, o crime pode ter sido passional.

Segundo um policial civil que esteve presente ao local para aguardar os peritos do Instituto de Criminalística (Icrim) e do Instituto Médico Legal (IML), o inquérito para apurar as circunstâncias e motivação do crime prossegue na delegacia do Centro (1º DP).

Vizinhos
Um morador da vizinhança, que pediu para não ter o nome identificado pela reportagem, informou que estava no banho quando, por volta de 10h15, escutou o primeiro disparo.

Após uma breve pausa, outros quatro tiros foram deflagrados em rajada. Segundo o morador, momentos antes do crime houve uma discussão de Leidiane ao telefone, mas não se sabe se o desentendimento teria sido com o assassino.

O homem que conversou com O Imparcial disse que, além da filha que presenciou a execução da mãe, Leidiane dividia o apartamento com uma prima, a qual se encontrava em viagem. De acordo com ele, a vítima frequentava uma igreja evangélica do bairro, e não tinha qualquer problema no convívio com os outros moradores da rua. A testemunha disse desconhecer a profissão da mulher morta.

Outra pessoa teria escutado a campainha do Edifício Tomé tocar, antes de ocorrerem os disparos. Em choque por ter visto a própria mãe ser assassinada, a garota foi acolhida por uma vizinha, até a decisão das autoridades quanto aos procedimentos a serem tomados a respeito.

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