Feirinha

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

João Castelo: um político do passado

 

João Castelo em clima de revolta

Blog Robert Lobato

O prefeito João Castelo (PSDB) é um político que se perdeu no tempo. É também gestor com conceitos e práticas ultrapassadas. Isso ficou patente na coletiva que o tucano concedeu na tarde de ontem, terça-feira (11), no Grand São Luis Hotel.
João Castelo tripudiou sobre ex-aliados, chamou de “bandidos” e “vagabundos” os pedetistas que não o apoiam, menosprezou os partidos e acha que  sozinho, apoiado apenas na sua empáfia, pode ganhar a eleição (e já no primeiro turno!).
O tucano foi incapaz de reconhecer erros e disse que não tem arrependimento de nada do que fez nesses quatro anos de administração. Para Castelo tudo foi perfeito no seu primeiro mandato, errados estão todos aqueles que não compreendem que “Castelo é Castelo”.
O prefeito reclama da “perseguição implacável do monopólio de comunicação” (em referência ao sistema Mirante), mas achava “tudo belo” quando a grande maioria, quase um monopólio, de blogueiros presentes à coletiva, levantava bola para que ele chutasse e fizesse um gol de placa…
Sem qualquer intenção de ofender, o fato é que Castelo é um malandro. Um político malandro. Sabe jogar com as palavras, responde só o que quer e o que lhe convém. Faz piadas com coisas sérias, ri de fatos tristes e é incapaz de reconhecer as merdas que fez e faz.
Não gostar de críticas é próprio do prefeito, mas daí sequer ter a capacidade de fazer uma autocrítica seja a menor possível, revela realmente o anacronismo em que vive o candidato à releição frente aos novos tempos – isso mostra o porquê do prefeito ter admitido que não sabe o que é Facebook, por exemplo.
Castelo se perdeu no tempo. E faz questão de viver no (e do) passado.
Acha o máximo viver dos tempos pretéritos, de relembrar, como fez ontem na coletiva, que bom mesmo era quando tinha aliados como o ex-presidente João Baptista Figueiredo, o último general que governou o Brasil.
Esse é o Castelo.

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